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Jovens usam cada vez mais estimulantes para estudar

domingo, 31 de outubro de 2010

ritalina Ficar acordado, estender a noite para se divertir ou para estudar é comum na vida dos jovens. Na idade em que nada se quer perder, os remédios e outros estimulantes mantêm o ritmo intenso. Mas os especialistas alertam: até mesmo substâncias como a cafeína, se ingeridos em excesso, podem provocar sérios danos à saúde.


Um universitário desejava não dormir para poder estudar mais e ter melhor desempenho nas provas do curso de engenharia. Foi a primeira vez que tomou uma grande quantidade de estimulante, comprado em uma loja de produtos naturais: "Foram três colheres desse extrato de guaraná em pó, três colheres".


Deu certo. Ele tomou uma segunda vez. E uma terceira. Aí se deu o problema: "Eu tinha encerrado os estudos, fui dormir. Lembro, quando fui deitar, que comecei a sentir uma taquicardia muito forte", conta.


Queria e não conseguia dormir. O coração disparou. Foi ficando cada vez mais agitado, angustiado. Acabou no hospital.


O uso abusivo de remédios controlados e de produtos naturais por estudantes que querem aumentar o nível de atenção e o desempenho é cada vez mais comum. O que eles não sabem é que as consequências desse abuso podem ser muito graves.


Taquicardia, intoxicação, delírios, medos inexplicáveis, insegurança são alguns dos problemas que afligem quem se excede em produtos que contêm cafeína e remédios para controle de déficit de atenção - como a ritalina. Podem causar dependência.


“A ritalina, assim como qualquer anfetamina, tem um alto grau de dependência. No caso da ritalina, vai depender da dose utilizada porque a pessoa pode ter efeitos euforizantes. O mesmo caso acontece com a cafeína. Ela pode, acima de determinada quantidade, começar a trazer alterações e levar até a morte”, alerta o psiquiatra Jairo Werner.


Outro universitário tinha estudo demais e tempo de menos. Apelou para a ritalina: “Comecei a tomar porque eu estava muito pressionado em relação a provas, datas de provas. Estava em uma situação que eu não via outra alternativa senão recorrer a esse tipo de medicamento”.


Mas não foi fácil conseguir: “Consegui com um amigo de uma amiga, que tinha a tal receita para conseguir comprar o medicamento”.


Conseguiu, usou e se arrependeu: “Eu vi que se eu tivesse que me organizar mesmo, levar a coisa a sério, eu conseguiria passar nos exames sem recorrer a esse tipo de medicamento”.


"Temos que ajudá-los a entender que o ser humano tem limites, não pode extrapolar esses limites sem pagar um preço alto", destaca o psiquiatra.


Depois da noite de terror e da ida ao hospital, aprendeu a lição. "Eu tiro dessa experiência que a gente tem que respeitar os nossos limites", conclui o estudante.


Fonte: Enfermagem e saúde apud Bom dia Brasil

3 comentários

Anônimo disse...

2 chícaras de café cedo e 2 após o almoço

Anônimo disse...

Otimo post
Parabens!

Ministério disse...

Saúde Não Tem Preço: Medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes
O governo passa agora a oferecer o acesso gratuito aos medicamentos para controle da diabetes e hipertensão. Através do programa Saúde Não Tem Preço, basta que o usuário apresente o CPF, um documento com foto e a receita médica válida (validade de 120 dias) em algum estabelecimento credenciado da rede de farmácias e drogarias conveniadas à rede Aqui Tem Farmácia Popular.

Com o remédio na mão, o paciente também deve completar seu tratamento com atividade física e a alimentação controlada. Fique atento às orientações do seu médico para ter uma vida saudável.

Saiba mais sobre estas doenças e evite complicações: (hotsite)
Para outras informações:
comunicacao@saude.gov.br ou www.formspring.me/minsaude

Obrigado,
Ministério da Saúde

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Rafael Mafagafo já havia dito : A verdade é que eu acho legal o pessoal acessar o site e não deixar um recadinho… eh massa…
eh a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? não custa deixar um recadinho falando… legal…

 
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